• ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

    No clássico Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley trata de criar uma sociedade futurista, mas que apresenta vários aspectos semelhantes aos que vemos na civilização atual. São essas várias características apresentadas na obra e, que se aproximam das tendências da organização atual, que fazem com que o leitor viva uma experiência incrível de crítica e reflexão.

    Um mundo em que as relações pessoais que envolvam sentimentos são completamente abominadas e as pessoas, nascidas em laboratórios, já vêm a o mundo com seu papel pré-definido. Remédios e condicionantes artificiais levam às pessoas a não questionarem sua posição na sociedade, de forma que tudo pareça funcionar perfeitamente e todos sejam considerados satisfeitos e felizes.

    É quando Bernard Marx, pertencente à casta mais alta da sociedade, começa a questionar seu papel e, inclusive, se sente atraído por Lenina de uma forma diferente da que é aceita socialmente, ou seja, pretendendo ter com ela uma ligação sentimental, que o leitor é levado a viver junto com ele a aventura que é viajar até Malpaís, uma “reserva selvagem” onde as pessoas vivem organizadas ainda como era antes da considerada civilização, constituindo famílias, reverenciando entidades e envelhecendo naturalmente. Uma crítica aos nossos valores, com um desfecho fascinante, Admirável Mundo Novo é um clássico sempre atual.

  • NARRAÇÕES DO INFINITO

    Laureado por suas contribuições no campo da Astronomia, Camille Flammarion apresenta, em Narrações do infinito, uma síntese das realidades siderais ocultas no firmamento. Breve e monumental, racional e poética, a obra se utiliza de princípios científicos e conhecimentos astronômicos para, com lirismo, apontar na própria Criação a inteligência onipotente de Deus. Em um diálogo entre mestre e discípulo, o sábio Lúmen, recém-desencarnado, lega a Quoerens suas impressões do Mais-Além: liberto do corpo, dera início a uma viagem pelos confins do Espaço, constatando, à luz da Ciência, da lógica e do bom senso, a pluralidade dos mundos habitados, as leis Divinas que tudo regem e a beleza transcendental do Universo. Ante as imensidades cósmicas, reconhece o leitor, as grandezas mundanas lembram flores rasteiras ao chão, os conquistadores terrenos, tempestades passageiras, e nosso planeta Terra – a Terra! nobre e linda -, insignificante átomo aos pés do Infinito.

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